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14 de maio de 2022

Um último desabafo


Eu estou bem...
Tentando catar os pedaços 
Que ficaram espalhados pelo chão
Ali naquela cena nauseante

Tentando recuperar-me de mim mesma
Dessa saudade sufocante
Mista a essa agonia inexplicável
Afinal, que diferença tem a situação de tantas outras?

A diferença é meu coração presente
Em cada instante de forma oposta
Entre amor e ódio
Desejo e nojo

Eu ainda estou perguntando-me
Por que tem que ser assim
Tentando em vão secar essas lagrimas
Que dão prova da minha fraqueza
De minha vulnerabilidade diante de tudo isso.

O que faço se não o posso excluir daqui?
Como apagar tudo aquilo que nunca tive
Como esquecer de vez meus sonhos
E simplesmente aceitar que cada plano criado
Tornar-se-iam esse beco sem saída
Que faz de mim prisioneira

Como não voltar daqui pra traz
Se tentando seguir em frente
Sempre vem a mente o passado
Mesmo o hoje, está arraigado no 'pé atrás'.
E vivendo o hoje estou a cada instante mais com o pé atrás?
O que justifica meus erros, ou sua ausência aqui?

Eu ainda procuro culpados
 Quem mais errou nessa historia?
E que diferença isso faria 
Se nossos caminhos já se cruzaram 
E descruzaram tantas vezes

Vou seguir em frente
Ainda na fé cega de que o tempo conserte as coisas
Que cale as feridas que nós mesmos provocamos 
E que um dia, cada pergunta que hoje me corroe
Seja respondida de forma a saciar e acalmar 
Esse meu coração que nunca soube onde me fazer encontra  a paz!

21 de agosto de 2013

Não da Mais

Imagem Talantbek Chekirov 



Eu ate te pediria para ficar
Mas escolhi não te magoar mais
É que todas as lembranças
Ainda estão vivas na mente
Guardadas na pele como causa do último arrepio

Agora é tarde para voltar atras
Pensar em desculpas
Ou coisas que justificariam nossa falta
A ausência que abrasa o peito hoje
Já não pode ter outro lugar se não a saudade

E qualquer palavra dita 
Não teria nenhum sentido
Se não pode penetrar em meus sentimentos 
E em silencio decifrar 
Todo amor que meus olhos ocultam

Enquanto negas esses lábios que beijastes
Tudo para te poupar outra vez
Dessa dor amarga que te queima o peito
Que me sufoca a alma 
Distancia das lembranças o melhor de nós

E esse olhar firme é mesmo disfarce
Uma forma de silenciar essa vontade de você
Que ficou aqui em mim
Presa nas mãos que não te tocam mais
Nos lábios que ainda insistem em desejar os teus

Te deixo partir escondendo-me, ocultando
Que ainda levas um pedaço de mim
Sem saber do quando de você
Permanece aqui nesse coração que julgas frio
Porém que vive cheio do que não se pode apagar.

Imagem Talantbek Chekirov 



13 de agosto de 2013

Dependência

Imagem Alexa Meade
Já não da para esconder que tenho saudade
E sufocar esse grito frenético que te chama
Ou Camuflar o quanto lateja 
Minha pele de desejo em tocar a tua

Eu sei exatamente por que estou assim
É todo meu corpo entregando minha fraqueza
Confessando a forma que sou dependente de você
Provando para mim mesma o quanto sou sua

São meus olhos dizendo 
O que os lábios calam
Minha respiração entregando 
O que minhas palavras negam

É todo esse meu ser desnudo a seus pés 
Não importa o quão forte seja a minha recusa
É o desejo rendendo-se ao medo
Envolto ao momento, ao delírio

É cada parte do meu intimo 
Desejando o seu
Cada pensamento em minha mente
Indo de encontro a você

Essa dependência que me faz sua
Sem realmente lhe doar
Que dividindo-me aprisiona a mente
O corpo, os desejos, rendida, sou sua.

Imagem Alexa Meade




12 de agosto de 2013

Procura

Imagem Katelyn Alain 

É massacrante o que sinto aqui dentro
É raiva, angustia, saudade, medo, ciúmes...
São verdades cheias de dúvidas e incertezas
É sua vida indo de encontro com a minha

É o respingar do meu desejo no seu caminho.
Talvez o oposto, eu não sei o que é!
Já não consigo dizer onde doí, corta a todos os lados.
Vasculho respostas em meio a confusão que brota aqui

Invado sua vida e questiono cada passo
Por que entrou no meu caminho se não por esses motivo?
E esse embaralho vai me deixar louca.
Você some. Eu me desespero.

Contorço e retorço. Saio do lugar.
Preciso saber de você (Silêncio)
Sanar a curiosidade que apavora
Ao menos agora.

Vasculho, pesquiso. Outra vez me ignora
Desespero, vejo um sorriso, estampo o meu
Finjo que não. Calo outra vez.
Fujo de você. Alimento a vontade. Fujo de mim!


Imagem Katelyn Alain 

8 de agosto de 2013

Culpa


Adicionar legenda




Não são as coisas, é a falta que não vai com elas
Nem é a lacuna que fica, são os sentimentos que a gente não esquece
Mas também não são as lembranças
São os os motivos que fizeram cada momento ficar guardado.

E o que corta agora, nem é bem saudade
Talvez remorso, sei lá.
É culpa do tempo que ficou perdido 
Mas perdido da melhor forma que o pude aproveitar.

Nem é também culpa do momento
É causa e consequência de cada sorriso
De cada por do sol, das brincadeiras
Dos passeis, banho de lua, rio, vento na face, aventuras.

Talvez se pudesse reviver cada instante
Mas não é voltar no tempo, é parar na melhor fase
No capitulo de ser feliz da maneira mas plena que podia
De ser criança outra vez, sorrir, gritar e chorar sem medo

Também não é essa vontade naustágica do passado
Talvez culpa da certeza de não poder voltar atrás
Das razões que provaram não valer a pena tentar
Do fim iminente, das coisas que ficam, que foram...

No final, não são as coisas que se vão
São essas que insistem em ficar aqui
Deixando na boca a vontade de quero mais
Sei lá, talvez vontade só, desejo de viver tudo de novo...


Imagem Pablo Picasso




6 de agosto de 2013

Coração Confuso

Imagem Lausac Art

É tanta coisa aqui dentro
Que eu conclui que talvez seja mais fácil 
Guardar meu coração só para mim
Dividi-lo é confuso

Talvez eu o pudesse entregar 
A quem o conhece desde sempre
O problema é que eu nunca encontraria alguém assim.
Eu tenho medo do que passou

Culpa das lembranças só minhas 
Que trago arraigadas na mente
Que luto debalde para me convencer 
Que nunca existiram

Não há como, elas aviltam meu pensamento 
E me pesam a alma, chora o coração
Plainam em minha face e me entregam 
Põe a vista a imperfeição que meus lábios calam

Por que no intimo eu sei quem sou
Conheço esse passado que me condena
Que me tortura e atormenta dia a dia
Talvez eu nunca mais me dê por inteiro

Por que mesmo que me aceite
Eu não  aceitaria. Corta-me o peito
Disfarço com um sorriso
Esqueço por um instante

Finjo seguir em frente 
Tento não dar valor ao que me atormenta 
O que preenche essa carcaça repleta de condenações 
De mágoas passadas, sonhos rompidos, desejos e maculas

Ensaio dividir os dias com um outro alguém
Fracasso. Presa demais em meus embaraços
Fecho os olhos, calo os lábios. Fecho a mim
É mais fácil guardar. Contenho-me.


Imagem Artwork Images

5 de agosto de 2013

Amor Além de Palavras

Imagem de Alfred Gockel
Não consegui contar que o amava
Nem expressar com palavras 
O quão grande é o carinho que trago no peito
O silêncio se fez predominante

Se não é amor, eu já não posso escrever
Todas as palavras perderam o sentido
Anularam-se diante de todo esse sentir
Sem motivos, elas já não possuem nexo

É que não se ama apenas a beleza
O amor é cego, mas cego de aparências
Por que o encanto que se enxerga
Vai além de traços assimetricamente desenhados.

O amor  vê tudo aquilo que despercebem os olhos.
Ele penetra fundo a alma 
Decifra segredos escondidos em olhares
Vai além do que pode se ouvir e dizer as palavras

É que o amor se descreve em essências
No perfume que fica perdido na roupa depois do abraço
No suspiro profundo que guarda a lembrança da voz
Na imagem que não se apaga da mente

O amor está em gestos
Em cuidados distantes, em coisas pequenas
Na melodia da música, na lembrança que ela traz
No tom da voz, no escaninho da alma...

Por cada vez durante o dia em que se deseja a presença
Seja ela real, imaginária, ou vinda de forma discreta
Camuflada em um abraço, enviada em um bom dia
Por que o amor não se diz. Sente.

Imagem de Alfred Gockel 

26 de julho de 2013

Nossas Mentiras

Imagem Margarita Georgiadis 

Queres que lhe negue minhas mentiras
Então não dei-me suas juras falsas
Essas promessas vãs nunca cumpridas
Guarde pra ti esse amor que não pedi
E não venha jogar-me a face
o que não lhe supliquei

Guarde as tuas desculpas
para quem as mereça
Eu não as quero ouvir

De ti espero apenas aquilo que posso oferecer:
Do momento meu silêncio,
Do intimo meu desprezo,
Dos meus lábios a frieza,
E de meus olhos mentiras

Essas que tu ofereces sem pensar
Que tu condenas sem que eu lhe solicite opinião
Estas mesmas as quais não dou importância

Tuas verdades repugnantes
Não modificam as minhas
Tua pureza não contamina esse Eu amargo
Que destilo mergulhado em fel

Esse rancor irremediável que trago no peito
É o mesmo amuleto que me definha
Que defende-me da ilusão  oferecida por teus olhos
Cheio dessa confiança de si mesmo
Do poder que outrora teve sobre meu pensar

Inverdades que aprisionavam
Hoje prisioneiras inofensivas
Não queres receber de mim minhas mentiras?
Então não dei-me suas falsas juras.


Imagem Margarita Georgiadis 

5 de julho de 2013

Adeus


Imagem Zhaoming Wu

Realmente o desejo cessou- se.
Por ironia da noite que embalava o reencontro
Ouviu-se o som de foguetes estralarem o céu
Quando os nossos lábio enfim se encontraram.

Era pra tudo aquilo ali ser extasiante 
Mas sentir o seu corpo desejar o meu 
Não causava-me nenhum arrepio
Talvez repulse de mim mesma 

Por estar mais uma vez ali 
Entregue aquele momento sem prazer em o sentir 
E eu ali rendida outra vez em seus lábios 
Sentia uma indiferença por mim mesma e a tudo

E eu sai de lá ouvindo sua voz dizer fica 
Porém com toda certeza que deveria ir 
Dessa vez sem ressentimentos, despida de saudades 
Completamente saciada do sonho que outrora me prenderia ali.

Imagem Zhaoming Wu

24 de junho de 2013

Quem sou?


Imagem Google Imagens

Queria saber afinal, quem é essa massa que me forma!
Mas as respostas ainda são vagas
Empurram-me para um lado
Desfazem em correria e delongam em retornar.

Não sou apenas eu! Todos correm contra o tempo 
Em busca das respostas que se corrompem
Ignoram assim muita coisa...
E nesse meio tempo inteiro, perco-me cada instante mais

Desconheço minha essência, meus desejos
E até meus valores se confundem em minhas escolhas!
No fundo não sou apenas essa que salta aos olhos 
Sou também um mostro que assombra o íntimo

Da doçura a mais amarga sensação 
Entre o limite do amor e o ímpeto do ódio
Sou uma busca errante da perfeição
O desalinho entre o início e a fronteira de um ser.

Em busca de conclusões insaciáveis
Na corrente insana por essa sobrevivência ingrata
Fico assim no silêncio, entre dúvidas e incertezas.
Morro a cada instante tentando apenas viver o segundo.

Imagem Karol Bak

Sou eu ou é você?

Imagem site HD Wallpaper of Girls
Não é o seu cheiro, sua voz
Sua aparência ou seu jeito
Não são seus gostos
Nem teu modo de pensar

Não é sua vida, sua casa ou suas escolhas
É uma imagem, um desejo que criei
É um sonho ausente que persiste
Em acordar em mim

É minha própria mente idealizando
Isso que chamo de amor
E fazendo você de figura
Sustentando o vicio da dor

Não é a matéria que você alimenta
Nem os músculos que exercita
É a forma que eu desenho
A voz que recrio, os passos que eu dito

Esse você que eu amo
É muito mais eu
É meu desejo personificado
Usurpando a imagem que teus traços desfilam

É sonho de pernas curtas
Que sempre acorda em tua porta
Morre nesses olhos seus
Que só existem mesmo em mim

Nessa verdade crua
Que esmaga meu sonho ardente
Que te leva, te arranca
Acorda-me, desfaz

Não são suas escolhas
É minha vontade posta em prática
Em pleno exercício
Desse meu desejo insano

Dessa loucura fascinante
Que faz-me propriedade de mim mesma
Sem ainda me poder dar, nem ter
Não é você. Sou eu.


Imagem Alcínio Vicente

17 de maio de 2013

O Peso do Silêncio


Imagem Leonid Afremov
... E que você não ouviu as juras de amor que eu te fiz
Meu Choro não conseguiu dizer o quanto você me faz falta
Ou o quanto seu abraço me acalma
Como até seu silêncio, na presença, me faz bem

Não soube dizer todos os pra sempre que calei
O Agora passou rápido
...Dei muito mais de mim do que pude esconder
Se ao menos meus olhos interpretassem os seus...

Quis dizer o quanto era amor
O quanto de paixão ardia em mim
Mas caso tenha entendido, soube bem disfarçar
...E o Agora já é tão tarde 

Minhas palavras valem tanto ou menos que meu silêncio 
Já não vão perpetuar ou decepar nada que exista 
Ainda assim viajei em cada som do teu abraço 
Quis decifrar o teu olhar, desvendar o seu sorriso 

Mais compaixão que carinho? 
Quis ainda dizer além do que conseguir 
Precisei preservar. Guardei tanto para você 
Mas simplesmente tive que conter. 

Do tolo ao mais verdadeiro amor 
...Porém não pude demonstrar, não consegui. 
Ainda assim quis você a ponto de bagunçar minha cabeça 
Sacudir meus pensamentos e ignorar a razão. 

Quis você fazendo-me mudar tudo o que sou 
Desorganizando outra vez minhas idéias 
...Se ao menos você quisesse... 
Não precisaria mais calar 

Não mais passaria um instante 
Sem te dizer o quanto te amo 
Nem deixaria o silêncio falar tão alto 
A ponto de tentar esconder o que sofro em conter. 

Imagem  Leonid Afremov


Nayane Kastter 
15/09/10 às 00:39 hs 

15 de maio de 2013

Tempo



Imagem Garmash Dreaming

Olho ao redor buscando o seu olhar,
Tentando nos encontrar no tempo que ficou perdido
Nessas lembranças só minhas que te distanciam ainda mais.
Vasculho em busca dos anos que envelhecem, distante.

Repasso fotografias, releio minhas cartas
É você presente em todas as linha
Estampando o sorriso que preenche a foto
Descrito nas palavras que parecem chorar

São anos que aumentam o abismo
Insistindo assim em desmentir a razão
Que solidária, julgou que este primeiro
Um dia o levaria de vez daqui...

Engano o nosso, esse passado pobre de lembranças
Tem persistido e rendido aos milhares
Alimentando o peso do desprezo que sinto por mim mesma
Enquanto finjo destilar o amor que me foi negado

Olho outra vez ao redor, é você em cada canto
Testificando minhas mentiras
Fazendo verídicas minhas falhas
Ousadias que se tornaram reais na sua falta

Fechos os olhos. Sei que não está.
Te esqueço por um instante. 
Ainda assim, o procuro em mim, no pensamento
Nas paredes, no espelho, em todo lugar.



8 de maio de 2013

Permita-me

Imagem Leonid Afremov

Permita-me chorar pela ultima vez
Faça com que a dor escorra
De todas as formas possíveis
Mas de uma única vez

Permita-me saudar as lembranças
E desabafar o meu pranto
Entregue-me a tristeza por hoje
Para amanhã estar liberta pra sempre

Não tente acalmar a dor
Deixe-a queimar com todas as forças
Até que as cinzas se desfaçam
E eu possa voltar inteira amanhã

Permita-me morrer por hoje
Chorar cada gota desse amor
E esvaziar-me pela última vez
De toda essa dor

Não tente abafar o meu choro
Nem queira secar minhas lágrimas
Ainda por hoje
Deixe-me ser dele mais uma vez

Findar assim essa história
Que suga de mim as forças
Morrer pra quem sempre morri
E poder enfim viver para mim. 

Imagem Leonid Afremov

6 de maio de 2013

Beleza vã

Imegem Francine Van Hove

De que valia tem-me a beleza
Se o que ela acrescenta é dor...
De que serve a mim um sorriso que prende
Aprisiona em vez de libertar

O que soma a esse olhar que ilude
Engana em vez de revelar
Esses traços que ferem
Onde não deveriam nem marcar

A dor ainda é o combustível que me fortalece
Enrijece meu coração, cala os desejos 
Sufocando a vida e impulsionando-me a agir
Mesmo contra a minha índole

E essa carcaça que julgam como beleza
É o fardo que me aprisiona
No lugar de ser a armadura que me protegeria
Contra esse eu amargo que alimento

Para tudo serve, menos para traze-lo de volta 
Ou para libertar-me de mim mesma 
E desse sentir devastante que sufoca 
Contamina a todos que se atrevem a tocar 

Ainda outra vez, de que valia tem-me a beleza
Se a cultivo para quem não a deseja
De que serve meu sorriso se só se arma pelo teu
O que acrescenta meu olhar se debalde, ainda procura o seu...

Imagem Francine Van Hove

29 de abril de 2013

Seu olhar

Imagem Aurea Seganfredo
Seu olhar trouxe-me lembranças
E sua voz me fez sentir saudade
Lembrança de quando esses olhares 
Eram para mim e diziam querer-me

Saudade de ouvi-lo dizer que me ama
De sentir seu abraço e ter seu carinho
Seu olhar acordou em mim um amor
Que o tempo fez adormecer, que a dor calou

Despertou outra vez o desejo nunca esquecido
Que de mim proibido, tanto fez-me sofrer
Trouxe-me lembranças para roubar-me a paz
Deu-me amor para deixar outra vez o sabor da solidão

Seu olhar veio provar-me como corta sua ausência
E ciente de sua falta resta-me esperar outra vez
Que o tempo apague as lembranças
Contidas nos olhos que a vida não deixa-me esquecer.

Imagem Aurea Seganfredo

26 de abril de 2013

Em seus braços



Imagem Henri de Toulouse-Lautrec


Acordei com o sol batendo em meu rosto
Teu braço envolvendo meu corpo
E sentindo seu cheiro gravado na pele
Envolto ao meu coração, um sentir adormecido pelo tempo

Acordei com o tom da sua voz soando grave no meu intimo
Misto ao som do meu coração saudando tua presença
Desejando a eternidade, com sabor do desejo que plainava
Que percorria a pele n’uma felicidade contagiante.

Acordei ao teu lado outra vez
Porém agora o sentindo  muito mais presente
Acordei com você realmente em mim
Como parte do meu dia e ilusoriamente da minha vida

Com as lembranças vivas em minha mente
Como um filme visto recentemente.
Acordei onde sempre quis estar, como sempre desejei.
Em um sonho feito de passados e desejos perdidos

Entre laços desfeitos e planos rompidos.
Numa realidade distante da desejada
Mas suficientemente real para sanar o desejo
E fazer-me ainda uma vez mais, sonhar.


Imagem Henri de Toulouse-Lautrec