27 de março de 2013

Febre



Imagem Pino Daeni

Tem uma marca na cama
Dessa coisa salgada que eles chamam de suor 
E a pele arde feito brasa 
Enquanto dança em um ritmo descompassado 

Na boca um calor sufocante 
Sussurra um roço timbre de voz 
Que se mistura a sons estridentes 
Unindo-se as gotas desse mesmo suor. 

E o calor não acaba 
Vem e vai em uma constância desproporcional
E essa água salgada continua a escorrer
Impregnando na roupa que ainda resta
Embolando-se aos cabelos, refrescando-se.

Na pele um arrepio gélido insiste em brincar de zig-zag 
Fazendo voltas, distraindo a atenção 
Confundindo-se ao trinintar dos dentes 
Que se chocam em uma briga descompassada

E assim nesse zig-zag passam-se horas, 
Passa-se suor, Passa arrepio, 
Vêm horas, Vem arrepio, 
Retorna o suor.


Imagem Pino Daeni

10 comentários:

  1. Respostas
    1. E como tinha!! rs Obrigada pela visita Paulo!

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  2. Não se sabe se a febre cura ou derruba, mas o importante é não ser indiferente...

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  3. Pura emoção, amei.
    Lindo poema!

    Beijos.

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    Respostas
    1. Obrigada pelo carinho da visita!!!
      Abraçoo!

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  4. O corpo físico reflete o que a alma estar sentindo, pois toda essa inquietação desconfortante, tem no fundo ah inspiração de como somos semelhantes.
    E quantos textos mais surgirão de noites assim?

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  5. Lindo, Lindo!
    Este é o meu predileto. <3

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