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Imagem Alexandra Louie |
Quando
vejo esse sorriso, imagino um futuro
Mas essa
imagem é alguém desligado de mim
Esse
sorriso doce não traduz quem sou
A’legria
estampada na face não condiz com o que trago no peito
E esses
olhos quase fechados ao sorrir
Tentam esconder
o monstro que minha mente conhece bem
Desafio as
barreiras entre real e imaginário
Divido-me
entre a imagem criada e quem realmente sou
Um
fantoche nas minhas próprias mãos
Forço um
sorriso. Omito algumas verdades
Afirmo pra
mim o que parecem doces mentiras
Fecho os
olhos e divido-me em duas
Uma
estampa a face contra o meu desejo
Enfeita a
outra que vive secreta
Encobre
com ela o lado amargo das vistas
Enquanto
essa sussurra o veneno oculto
Tampo os
espelhos
Não quero
ver essa desconhecida outra vez
Refletida
na imagem que salta aos olhos
Onde posso
me encontrar? A desconheço
Desvio o
meu olhar. Te fito em mim
Entrego
lhe minhas falsas verdades com olhos frios
Eles
mentem comigo. Mentem pra mim.
Fujo.
Quem é
essa ilusão que me aprisiona
Ou será eu
a aprisionar?
No final
quem vence esse duelo
Que torna
insana a parte mais sã em mim?
Essa
guerra cega que tortura em silêncio
Que
castiga quem não merece
Que
condena por si, que impõe regras,
Dita
valores e escapa a todos eles.
Ouço
condenações.
Elas se
esquivam da memória nos segundos seguintes
Fecho os
olhos, os desvio da imagem
Já não
quero olhar para essa estranha que usurpa quem sou
Dentro d’alma,
além da carne esquia
Há muito
mais do que esses traços podem expressas
Defino-me
em linhas que contam o lado que quero mostrar
Ainda
assim não vês, não me enxergo.
Volto atrás
em minhas palavras
No momento
seguinte já não me pertencem mais
Encosto no
canto. Fecho os olhos.
Sou outra,
outra vez. Recomeço.
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Imagem Morbid Truth |
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