22 de fevereiro de 2013

Ocultos

Imagem de Shenzhen Longgang Buji Xiangsu Art Gallery


Doloridas não são as feridas externas 
São aquelas que ninguém pode ver 
Que mata-nos silenciosamente
Que corroem em secreto

O pior não é o sangue que escorre fora 
É a mágoa que afunda dentro 
Que entalada, sufoca na garganta
E deságua no intimo

Não e a solidão que castiga o peito
É a agenda cheia de inutilidades 
São os milhares de contatos dos quais 
Não há um com o qual se possa contar.

Verdades não são essas expostas em linhas
Sim as contidas nas lágrimas que calo
Ocultas nas palavras que não digo 
É o grito da alma encoberto com sorrisos.

No fundo o que destrói não é a morte
É essa rotina sem sentido, são os dias
Dormindo e acordando sem expectativa
É esse ciclo de morte em vida

O que finda não vem da solução
Talvez do excesso da força em conter 
Ou da ausência da mesma para dizer 
Desvendar o silêncio que encerra sem esvair.

Imagem de Shenzhen Longgang Buji Xiangsu Art Gallery

11 comentários:

  1. O pior não é o sangue...
    Excelente. Fiquei encantado com o teu poema.
    Um beijo, Nayane.

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    1. Obrigada, fico muito feliz que tenha gostado! E agradeço pela visita!

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  2. Obrigado por me teres adicionado no Google+.
    Só assim me foi permitido ter acesso à tua boa poesia.
    Nayane, tem uma boa semana.

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    1. Eu quem agradeço! Boa semana para você também!

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