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Imagem de Shenzhen Longgang Buji Xiangsu Art Gallery |
Doloridas não são as feridas externas
São aquelas que ninguém pode ver
Que mata-nos silenciosamente
Que corroem em secreto
O pior não é o sangue que escorre fora
É a mágoa que afunda dentro
Que entalada, sufoca na garganta
E deságua no intimo
Não e a solidão que castiga o peito
É a agenda cheia de inutilidades
São os milhares de contatos dos quais
Não há um com o qual se possa contar.
Verdades não são essas expostas em linhas
Sim as contidas nas lágrimas que calo
Ocultas nas palavras que não digo
É o grito da alma encoberto com sorrisos.
No fundo o que destrói não é a morte
É essa rotina sem sentido, são os dias
Dormindo e acordando sem expectativa
É esse ciclo de morte em vida
O que finda não vem da solução
Talvez do excesso da força em conter
Ou da ausência da mesma para dizer
Desvendar o silêncio que encerra sem esvair.
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Imagem de Shenzhen Longgang Buji Xiangsu Art Gallery |